O salário-mínimo 2026 deve ter um reajuste que mantém a política de valorização dos últimos anos, garantindo aumento real acima da inflação. O valor serve de base para milhões de brasileiros e influencia desde o poder de compra das famílias até custos e tributos empresariais, como o pagamento mensal dos microempreendedores individuais (MEIs).
Nesse artigo, vamos falar sobre o valor do salário-mínimo 2026 e os seus impactos. Continue lendo para saber mais!
Qual o valor do salário-mínimo para 2026?
O novo salário-mínimo no Brasil confirmado pelo Governo para 2026 foi confirmado em R$ 1.621,00.
O cálculo do novo valor considera dois fatores principais:
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A inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor);
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O crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes (neste caso, o resultado de 2024).
O cálculo segue a política de valorização do salário-mínimo, retomada em 2023, que garante aumento acima da inflação. A fórmula é a seguinte:
Reajuste = INPC acumulado + crescimento real do PIB de dois anos antes
De quanto é o reajuste do salário-mínimo em relação ao ano anterior?
Em 2025, o valor do salário-mínimo era de R$1.518,00. Portanto, o reajuste do salário-mínimo em relação ao ano anterior é de R$103,00, representando uma alta de cerca de 6,79%.
Quando o novo valor do salário-mínimo começa a valer?
O novo valor passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, após decreto presidencial publicado no fim de dezembro de 2025, e passa a ser pago aos trabalhadores a partir das folhas de pagamento de fevereiro/2026.
Para quem é o reajuste do salário-mínimo?
O reajuste beneficia não apenas trabalhadores com carteira assinada, mas também milhões de brasileiros que têm o salário-mínimo como parâmetro.
Entre os principais grupos impactados estão:
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Trabalhadores regidos pela CLT;
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Aposentados e pensionistas do INSS;
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Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada);
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Trabalhadores informais e autônomos;
De acordo com a nota técnica emitida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2025, cerca de 59,9 milhões de brasileiros tinham sua renda diretamente vinculada ou referenciada pelo piso nacional.
No que o reajuste do salário-mínimo impacta?
Existem alguns benefícios e impostos que são calculados tendo como base o valor do salário-mínimo. Portanto, o reajuste do salário-mínimo tem impacto:
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No valor do imposto do MEI, que é pago por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS);
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No valor do PIS/PASEP (Abono salarial);
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Na isenção da declaração de Imposto de Renda;
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Nos direitos e benefícios oferecidos pelo governo federal;
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No valor da aposentadoria;
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No valor do seguro-desemprego;
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No valor do auxílio maternidade.
Como o salário-mínimo afeta o seu negócio?
O reajuste do salário-mínimo vai além do aumento direto na folha de pagamento. Ele influencia uma série de custos e obrigações legais que impactam a gestão financeira das empresas, especialmente micro e pequenos negócios.
Um dos principais pontos de atenção é o pró-labore dos sócios. Embora não exista um valor mínimo obrigatório por lei, é comum que o pró-labore seja definido com base no salário-mínimo. Com o reajuste, a contribuição ao INSS (11% sobre o valor do pró-labore) também aumenta, elevando o custo mensal para a empresa e para o empreendedor.
Além disso, diversos impostos, contribuições e benefícios trabalhistas utilizam o salário-mínimo como referência, como:
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Cálculo de encargos previdenciários
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Benefícios pagos aos colaboradores, como adicionais e indenizações
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Valores de pisos salariais vinculados a convenções coletivas
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Base de cálculo para multas, taxas e contribuições legais
O aumento do salário-mínimo também pode refletir em contratos de prestação de serviços, especialmente aqueles que envolvem mão de obra intensiva, já que fornecedores tendem a repassar parte do reajuste aos preços finais.
Para empresas optantes pelo Simples Nacional, o impacto não ocorre diretamente nas alíquotas, mas pode afetar o fluxo de caixa, uma vez que os custos operacionais aumentam enquanto a carga tributária permanece a mesma.
Diante desse cenário, é fundamental que o empreendedor revise seu planejamento financeiro, avalie margens de lucro, reajuste preços quando necessário e acompanhe de perto os indicadores de custo. Um bom planejamento permite absorver os efeitos do reajuste do salário-mínimo de forma mais equilibrada e sustentável, preservando a saúde financeira do negócio.
Salário-mínimo paulista: valor regional supera o piso salarial nacional
Desde 1º de julho de 2025, o novo piso regional de São Paulo para algumas profissões passou a valer, e o novo valor do salário foi fixado em R$1.804, valor que representa uma diferença de R$286 acima do salário-mínimo atual.
Nesse reajuste, foram impactadas cerca de 70 categorias de profissionais que não possuem um piso salarial definido por lei federal, convenção coletiva ou acordo coletivo. A medida aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, visa atender às particularidades econômicas da região e garantir maior poder de compra aos trabalhadores paulistas.
Os profissionais beneficiados são:
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Trabalhadores domésticos
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Cuidadores de idosos
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Cuidadores de pessoas com deficiência
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Serventes
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Trabalhadores agropecuários e florestais
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Pescadores
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Contínuos
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Mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação
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Trabalhadores de serviços de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos
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Auxiliares de serviços gerais de escritório
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Empregados não especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos
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Cumins
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"Barboys"
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Lavadeiros
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Ascensoristas
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Motoboys
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Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não especializados de minas e pedreiras
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Operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas Tintureiros
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Barbeiros
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Cabeleireiros
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Manicures e pedicures
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Dedetizadores
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Vendedores
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Trabalhadores de costura e estofadores
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Pedreiros
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Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão
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Trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial
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Trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem
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Garçons
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Cobradores de transportes coletivos
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"Barmen"
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Pintores
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Encanadores
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Soldadores
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Chapeadores
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Montadores de estruturas metálicas
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Vidreiros e ceramistas
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Fiandeiros
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Tecelões
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Tingidores
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Trabalhadores de curtimento
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Joalheiros
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Ourives
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Operadores de máquinas de escritório
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Datilógrafos
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Digitadores
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Telefonistas
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Operadores de telefone e de "telemarketing"
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Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros
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Trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações
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Ajustadores mecânico
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Montadores de máquinas
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Operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial
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Administradores agropecuários e florestais
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Trabalhadores de serviços de higiene e saúde
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Chefes de serviços de transportes e de comunicações
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Supervisores de compras e de vendas
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Agentes técnicos em vendas e representantes comerciais
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Operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e de projeção cinematográfica.
Salário-mínimo ao longo dos anos
Em 1º de julho de 1994 a moeda que utilizamos hoje, o real (R$), entrou em circulação no lugar do cruzeiro real (CR$), num processo de estabilização econômica do nosso país.
Confira abaixo a lista com o histórico de valores do salário-mínimo desde a implantação da nova moeda, em 1994:
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1994 – R$ 64,79
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1994 – R$ 70 (+8,04%) - a partir de Set/1994
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1995 – R$ 100 (+42,86%)
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1996 – R$ 112 (+12%)
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1997 – R$ 120 (+7,14%)
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1998 – R$ 130 (+8,33%)
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1999 – R$ 136 (+4,62%)
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2000 – R$ 151 (+11,03%)
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2001 – R$ 180 (+19,21%)
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2002 – R$ 200 (+11,11%)
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2003 – R$ 240 (+20%)
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2004 – R$ 260 (+8,33%)
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2005 – R$ 300 (+15,38%)
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2006 – R$ 350 (+16,67%)
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2007 – R$ 380 (+8,57%)
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2008 – R$ 415 (+9,21%)
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2009 – R$ 465 (+12,05%)
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2010 – R$ 510 (+9,68%)
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2011 – R$ 545 (+5,88%)
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2012 – R$ 622 (+14,13%)
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2013 – R$ 678 (+9%)
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2014 – R$ 724 (+6,78%)
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2015 – R$ 788 (+8,84%)
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2016 – R$ 880 (+11,68%)
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2017 – R$ 937 (+6,48%)
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2018 – R$ 954 (+1,81%)
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2019 – R$ 998 (+4,61%)
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2020 – R$ 1.039 (+4,11%)
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2020 – R$ 1.045 (+0,58%) - a partir de Fev/2020
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2021 – R$ 1.100 (+5,26%)
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2022 – R$ 1.212 (+10,18%)
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2023 – R$ 1.302 (+7,4%)
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2023 – R$ 1.320 (+1,4%) - a partir de Mai/2023
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2024 – R$ 1.412 (+7,7%)
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2025 – R$ 1.518 (+7,5%)
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2026 – R$ 1.621 (+6,79%)
Como o salário-mínimo afeta o seu negócio?
Para empreendedores e gestores, o aumento do salário-mínimo exige planejamento financeiro e revisão de custos operacionais. Entre os principais pontos de atenção estão:
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Folha de pagamento e encargos trabalhistas;
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Contribuições previdenciárias;
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Custo de serviços terceirizados;
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Aumento da base de cálculo de benefícios e impostos.
Empresas que se planejam com antecedência conseguem absorver os reajustes de forma sustentável, evitando impactos negativos na rentabilidade.
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