O último trimestre do ano costuma trazer mais movimento para os negócios. É hora de reforçar o estoque para a Black Friday, preparar campanhas de Natal, atender ao aumento da demanda e, ao mesmo tempo, organizar um compromisso importante: o pagamento do 13º salário.
Nesse período, o caixa precisa dar conta de diferentes despesas ao mesmo tempo. Por isso, antecipar o planejamento financeiro pode fazer diferença para manter recursos disponíveis para a operação.
É nesse contexto que o Giro 13º Salário pode ser uma alternativa para ajudar sua empresa a organizar esse compromisso, preservar a liquidez e distribuir o impacto financeiro ao longo do tempo.
Neste conteúdo, você vai entender o que é o Giro 13º, como ele funciona e quais pontos avaliar antes de tomar uma decisão para o seu negócio.
O que é o Giro 13º Salário?
O Giro 13º é uma linha de crédito estruturada para apoiar empresas no cumprimento de obrigações legais e trabalhistas, com atenção especial ao pagamento do 13º salário.
A solução permite parcelar o valor em até 12 meses, ajudando a distribuir o impacto desse compromisso ao longo do tempo, em vez de concentrar todo o desembolso em um único momento.
Na prática, isso pode ajudar a empresa a manter mais recursos disponíveis para outras necessidades da operação, especialmente em períodos de maior movimentação.
Para quem o Giro 13º pode fazer sentido?
O Giro 13º pode ser uma alternativa para empresas que precisam organizar o pagamento do 13º salário e, ao mesmo tempo, querem preservar recursos para manter a operação funcionando no fim do ano.
A necessidade pode ser ainda maior para negócios que enfrentam aumento de despesas no último trimestre, como:
reforço de estoque;
pagamento de fornecedores;
campanhas de vendas;
contratação de serviços;
aumento da operação;
outras despesas sazonais.
Cada negócio tem uma realidade financeira diferente. Por isso, antes de contratar uma linha de crédito, é importante avaliar o fluxo de caixa, os compromissos futuros e a capacidade de pagamento da empresa.
O 13º salário faz parte do calendário financeiro da empresa
Para empresas com colaboradores que têm direito ao 13º salário, esse pagamento já faz parte do calendário financeiro do negócio.
O desafio está em conciliar esse compromisso com as demais despesas que aparecem no fim do ano.
Enquanto a empresa pode precisar investir para vender mais, também precisa reservar recursos para a folha de pagamento.
Por isso, planejar o 13º não significa apenas verificar quanto dinheiro existe na conta. É preciso olhar para quando o dinheiro entra, quando sai e quais compromissos estarão concentrados nos próximos meses.
Essa visão ajuda o empreendedor a tomar decisões com mais antecedência e manter o fluxo de caixa mais equilibrado.
Por que preservar o caixa no fim do ano é estratégico?
Entre novembro e dezembro, o caixa pode precisar sustentar diferentes necessidades ao mesmo tempo: operação, despesas correntes, investimentos sazonais e obrigações trabalhistas.
Direcionar todo o recurso disponível para um único pagamento pode reduzir a flexibilidade financeira justamente quando ela pode ser mais necessária.
Preservar liquidez, ou seja, manter recursos disponíveis para outros compromissos e oportunidades, pode ajudar a empresa a:
- Aproveitar oportunidades comerciais que surgem no período;
- Negociar melhor com fornecedores;
- Lidar com oscilações típicas da sazonalidade;
- Manter a operação funcionando sem depender de decisões de última hora.
Usar recursos próprios é uma alternativa possível. Porém, dependendo da situação financeira do negócio, pode fazer sentido avaliar outras formas de distribuir esse impacto ao longo do tempo.
Como o Giro 13º pode ajudar no planejamento?
O crédito pode ser utilizado como uma ferramenta de gestão quando existe um compromisso previsto, com valor conhecido e data definida.
Nesse cenário, em vez de esperar o momento do pagamento para buscar uma solução, a empresa pode antecipar a análise e avaliar como esse compromisso se encaixa no planejamento financeiro.
Com o Giro 13º, a empresa pode:
- Reforçar a liquidez no momento do pagamento do 13º salário.
- Parcelar o valor em até 12 meses, diluindo o impacto no caixa.
- Manter recursos disponíveis para a operação, como abastecimento de estoque, ações comerciais e outras necessidades do fim do ano.
- Organizar melhor os desembolsos, considerando também os meses seguintes.
Um exemplo prático
Imagine uma empresa que precisa de R$ 50 mil para o pagamento do 13º salário.
Se utilizar todo esse valor disponível em caixa, ela terá R$ 50 mil a menos justamente em um período em que pode precisar reforçar o estoque, pagar fornecedores ou aproveitar uma oportunidade de venda.
Ao avaliar uma linha de crédito como o Giro 13º, a empresa pode analisar a possibilidade de distribuir esse impacto ao longo do tempo, preservando parte dos recursos para a operação.
Isso não significa que contratar crédito seja necessariamente melhor do que utilizar recursos próprios. A decisão depende da realidade de cada negócio e deve considerar o custo do crédito, a capacidade de pagamento e o impacto das parcelas no fluxo de caixa dos meses seguintes.
Como avaliar essa decisão na prática?
Antes de definir como sua empresa vai pagar o 13º, vale fazer uma leitura mais ampla da situação financeira do período.
Algumas perguntas podem ajudar:
- O caixa do fim do ano também precisará sustentar compras, fornecedores e aumento da operação?
- Existe sazonalidade no faturamento ou concentração de despesas nos mesmos meses?
- Quanto do caixa ficará disponível depois do pagamento do 13º?
- Manter parte dos recursos em caixa pode ajudar a empresa a aproveitar oportunidades ou lidar com imprevistos?
- Faz sentido distribuir o impacto do 13º ao longo do tempo?
- As parcelas de um eventual crédito cabem no fluxo de caixa dos meses seguintes?
Esse tipo de análise ajuda a tirar o pagamento do 13º da lógica de urgência e colocá-lo dentro do planejamento financeiro da empresa.
O crédito pode ser uma ferramenta de planejamento
Quando utilizado de forma planejada, o crédito pode ajudar a empresa a lidar com compromissos previstos sem necessariamente concentrar todo o impacto financeiro em um único momento.
No caso do 13º salário, isso pode ser especialmente relevante porque o pagamento acontece em um período em que muitos negócios também enfrentam aumento de demanda e despesas.
Por isso, a decisão não deve considerar apenas “tenho dinheiro para pagar?”, mas também: “Como quero distribuir meus recursos para manter o negócio saudável nos próximos meses?”
Essa visão ajuda o empreendedor a avaliar diferentes alternativas de forma mais estratégica.
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Como se preparar para o fim do ano?
O planejamento pode começar antes de novembro e dezembro chegarem.
Algumas medidas simples ajudam:
1. Liste os compromissos dos próximos meses
Coloque no papel despesas com folha de pagamento, fornecedores, estoque, impostos, aluguel e outros compromissos previstos.
2. Analise as entradas esperadas
Avalie o faturamento esperado para o período e considere a sazonalidade do negócio.
Um aumento nas vendas não significa necessariamente que haverá mais dinheiro disponível imediatamente, especialmente quando existem prazos diferentes para receber e pagar.
3. Simule diferentes cenários
Compare o impacto de utilizar recursos próprios com outras alternativas disponíveis para a empresa.
O objetivo é entender como cada escolha afeta o caixa agora e nos meses seguintes.
4. Não deixe o planejamento para a última hora
Quanto antes você conhece seus compromissos, mais tempo tem para avaliar alternativas e tomar decisões sem a pressão de uma despesa que já está vencendo.
Perguntas frequentes sobre o Giro 13º Salário
O que é o Giro 13º Salário?
O Giro 13º é uma linha de crédito voltada a apoiar empresas na organização do pagamento do 13º salário e de obrigações legais e trabalhistas.
Para que serve o Giro 13º?
A solução pode ajudar a empresa a preservar recursos disponíveis no curto prazo e distribuir o impacto financeiro do pagamento do 13º ao longo do tempo.
Qual é o prazo para pagar o Giro 13º?
O valor pode ser parcelado em até 12 meses, conforme as condições da operação.
O Giro 13º pode ajudar a preservar o fluxo de caixa?
Sim. Ao distribuir o valor do compromisso ao longo do tempo, a empresa pode manter mais recursos disponíveis para outras necessidades da operação.
Usar o Giro 13º é melhor do que usar o dinheiro do caixa?
Não existe uma resposta única. A decisão depende da situação financeira da empresa. É importante comparar o custo do crédito, a disponibilidade de recursos próprios e o impacto de cada alternativa no fluxo de caixa.
Toda empresa pode contratar o Giro 13º?
A contratação está sujeita à análise de crédito e às condições aplicáveis à operação.
Fim de ano planejado, empresa mais preparada
O pagamento do 13º salário faz parte do calendário financeiro de muitas empresas e pode ser planejado com antecedência. Ao olhar para o fluxo de caixa, os compromissos futuros e as diferentes alternativas disponíveis, o empreendedor consegue tomar decisões mais conscientes sobre como distribuir seus recursos.
O Giro 13º pode ser uma dessas alternativas para apoiar a organização financeira da empresa, permitindo parcelar o valor em até 12 meses e preservar recursos para a operação.
Quer saber mais sobre o Giro 13º? Fale com seu Gerente de Relacionamento ou entre em contato por um dos Canais de Atendimento do Santander.
Sujeito a análise de crédito.