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Geração distribuída de energia: saiba o que é e como pode ajudar o seu negócio

Você já ouviu falar sobre geração distribuída compartilhada? Pois, saiba que esta modalidade de geração de energia elétrica pode representar uma economia na conta de luz de seu pequeno negócio. Apesar de regulamentada pela Aneel (Agência Nacional da Energia Elétrica) desde 2015, suas regras só agora foram consolidadas, com a criação do Marco Legal da Microgeração e Minigeração Distribuída, a Lei N º 14.300 de 6 de janeiro de 2022.

Descubra mais sobre este conceito e saiba como ele pode beneficiar seu empreendimento:

1) O que é a geração distribuída?

A geração distribuída, como o próprio nome diz, é a geração de energia feita em pontos diversos, através de sistemas geradores que ficam próximos ou até mesmo na própria unidade consumidora (casas, empresas e indústrias) e que são ligados a rede elétrica pública. Estas usinas produtoras injetam energia no sistema, recebem créditos por esta produção. Por meio da geração distribuída, é possível escolher de onde comprar sua energia – da mesma maneira que escolhe a operadora do seu serviço de celular.

A principal diferença entre este modelo e a geração centralizada, é que na geração centralizada, grandes usinas geradoras é que produzem a energia e a enviam aos consumidores através das linhas e redes de transmissão, chegando até eles pelas distribuidoras locais. Neste caso, o consumidor não pode escolher de quem recebe a energia.

2) Como a energia da geração distribuída é produzida?

Este é outro ponto interessante da geração distribuída: ela é originada de fontes renováveis como solar, eólica, biogás. 

3) Quais são as modalidades da geração distribuída?

São três modalidades:

Autoconsumo remoto – Esta modalidade permite que os créditos de energia gerados por um sistema fotovoltaico em um local A possam ser usados para reduzir o valor da conta de luz de um local B, completamente diferente, desde que ambos pertençam à mesma titularidade (CPF ou CNPJ). Desta forma, uma pessoa pode, por exemplo, gerar energia em uma fazenda, recebendo créditos por injetar esta energia no sistema e depois usar os créditos para abater do valor da conta de luz do seu empreendimento na cidade.

Geração compartilhada – é quando duas ou mais empresas localizadas na mesma área de atuação da distribuidora de energia podem se unir para compartilhar os créditos gerados por uma usina solar ou sistema fotovoltaico, para sua matriz ou filiais. Nesse caso, cada empresa contratante tem sua cota e seu contrato com a empresa.

Empreendimento de múltiplas unidades consumidoras - é o modelo que permite a instalação de um sistema fotovoltaico em condomínios – verticais ou horizontais. Neste modelo, os condôminos dividem as despesas para instalação do sistema, dos painéis solares e da manutenção, e abatem os créditos gerados nas respectivas contas de luz.

4) É necessário, então, fazer investimentos para poder gerar a própria energia para ser beneficiado pela energia distribuída?

Não. Se você não quiser/puder produzir parte de sua energia, você também pode se beneficiar sem precisar construir a sua usina, investir em sistemas fotovoltaicos ou encarar uma obra no imóvel, optando pela modalidade geração compartilhada. Basta alugar “um pedaço” de uma usina, suficiente para gerar energia equivalente ao seu consumo médio. Assim, toda a carga injetada na rede de distribuição será transformada em créditos que serão abatidos da sua conta de luz pela distribuidora. Normalmente o custo dessa locação é inferior ao valor dos créditos gerados, o que, na prática, significa redução de custos. Como você continua conectado/a à distribuidora, se você quiser deixar de alugar a usina, ou se por qualquer motivo ela deixar de gerar, você não ficará sem luz. 

5) Quais as exigências para um pequeno negócio ser elegível para contratar a geração compartilhada?

Para poder contratar a geração compartilhada, a empresa precisa ter a conta de luz em seu CNPJ e ser consumidor categorizado como “B”, ou seja, ter fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV. O próximo passo é escolher a empresa que fará a administração desse contrato com a usina. Já são várias em atuação no mercado, facilmente localizadas em uma busca pela internet.

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