Acompanhar as previsões econômicas é fundamental para quem empreende ou pretende tomar decisões mais estratégicas sobre investimentos, consumo e crescimento do negócio. Em 2026, o cenário econômico brasileiro segue marcado por desafios estruturais, mas também por oportunidades que exigem atenção, planejamento e leitura cuidadosa dos indicadores.
Ao longo deste conteúdo, você confere uma análise atualizada do cenário econômico, os principais fatores que influenciam as previsões e como esses elementos podem impactar o dia a dia das empresas.
Cenário econômico brasileiro em 2026
O ambiente econômico em 2026 é resultado de um processo de ajuste iniciado nos últimos anos. Após períodos de instabilidade, o país busca equilibrar crescimento econômico, controle da inflação e responsabilidade fiscal.
Entre os principais pontos de atenção estão a condução da política fiscal, o controle dos gastos públicos, a trajetória da dívida e o papel do governo na retomada do crescimento. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha com cautela as decisões de política monetária e seus efeitos sobre o crédito e o consumo.
Para o empreendedor, esse cenário exige uma postura mais analítica, com decisões baseadas em dados e menos em expectativas imediatas.
Principais fatores que influenciam as previsões econômicas
Diversos elementos impactam diretamente as previsões econômicas para 2026. Entre os mais relevantes, destacam-se:
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a condução da política fiscal e o compromisso com o equilíbrio das contas públicas;
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o comportamento da inflação e seu impacto sobre o poder de compra da população;
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a taxa de juros e as condições de acesso ao crédito;
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o cenário internacional, especialmente o desempenho das principais economias globais;
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a confiança de consumidores e empresários.
Esses fatores atuam de forma integrada e ajudam a explicar por que as projeções econômicas costumam ser revisadas ao longo do ano.
Dos pontos de atenção, a seguir separamos os quatro temas de maior relevância segundo o Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, tendo em vista o impacto que pode gerar para quem empreende no Brasil.
Inflação: o que observar em 2026
A inflação segue como um dos principais indicadores para o planejamento empresarial. Para 2026, o Relatório Focus aponta um IPCA de 4,05%, ainda acima do centro da meta, mas dentro da banda de tolerância.
A partir de 2027, o mercado projeta uma desaceleração mais consistente, com inflação em 3,80%, chegando a 3,50% em 2028, patamar alinhado ao centro da meta do Banco Central.
Esse movimento sugere um ambiente de maior previsibilidade de preços no médio prazo, o que tende a facilitar decisões de precificação, renegociação de contratos e planejamento de investimentos. Empresas que acompanham essa trajetória conseguem ajustar margens com mais segurança e reduzir riscos associados a choques inflacionários.
Taxa Selic e impactos no crédito ao longo dos próximos anos
A taxa Selic permanece como variável-chave para o custo do crédito e o nível de investimento. Para o fim de 2026, a projeção do mercado indica uma Selic em torno de 12,25% ao ano, ainda elevada, mas já refletindo expectativa de flexibilização monetária.
Para 2027, a Selic tende a recuar para 10,50%, com nova redução projetada para 9,75% em 2028. Esse cenário aponta para um ciclo gradual de queda dos juros, condicionado à consolidação do controle inflacionário e à confiança fiscal.
Para os empreendedores, isso significa:
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2026: maior cautela na contratação de crédito;
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2027 e 2028: ambiente progressivamente mais favorável para financiamentos, expansão e projetos de longo prazo, desde que acompanhados de boa gestão financeira.
Câmbio e reflexos nos custos e na competitividade
O câmbio continua relevante para empresas que importam insumos ou atuam no comércio exterior. Para 2026, a projeção indica o dólar em torno de R$ 5,50, patamar que se mantém em 2027 e apresenta leve alta para R$ 5,52 em 2028.
Esse cenário aponta para uma relativa estabilidade cambial, ainda que sujeita a volatilidades externas. Para importadores, isso reforça a importância do controle de custos e da negociação com fornecedores. Para exportadores, o câmbio nesse nível pode preservar competitividade e abrir oportunidades no mercado internacional.
Crescimento econômico e consumo no médio prazo
As projeções de crescimento do PIB indicam um avanço moderado e gradual. Para 2026, a expectativa é de crescimento em torno de 1,8%, ritmo semelhante ao projetado para 2027. Já em 2028, o mercado espera uma aceleração leve, com crescimento próximo de 2,0%.
O consumo das famílias tende a acompanhar essa dinâmica de forma gradual, influenciado pela queda dos juros e pela melhora das condições financeiras ao longo do tempo. Para os negócios, o cenário reforça a necessidade de:
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planejamento cuidadoso em 2026;
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foco em eficiência e produtividade;
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preparação estratégica para capturar oportunidades em um ambiente mais favorável a partir de 2027.
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