Open Banking Brasil: saiba o que é e como vai funcionar

Publicado em 08/03/2021

homem fazendo transação financeira representando open banking

No ano de 2020, o Banco Central trouxe mais uma novidade além do Pix: o Open Banking. Novo sistema que faz parte da sua agenda na dimensão Competitividade, está em andamento na pauta de Inovações dos serviços financeiros brasileiros. 

Em poucas linhas, com o Open Banking, dados como: nome, CPF/CNPJ, telefone, endereço e etc. poderão ser compartilhados entre instituições financeiras com o consentimento do usuário. 
 
Trouxemos neste conteúdo, mais informações sobre como vai funcionar o processo ao longo de 2021, já que está previsto para acontecer de forma gradual até o fim do ano. Continue com a gente e confira: 

  • O que é o Open Banking 
  • Quais as vantagens 
  • Como vai funcionar 
  • Quando vai acontecer 

O que é o Open Banking  

Podemos dizer que o Open Banking é uma solução que permite o compartilhamento de dados e serviços financeiros, de forma padronizada. É importante destacarmos que todo e qualquer compartilhamento de dados dentro desse sistema respeita a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 

Dentre os dados que estão previstos para esse compartilhamento, estão: 

  • dados básicos de cadastro (nome, e-mail, telefone, endereço e etc.);  
  • dados transacionais (renda, faturamento no caso de empresas, perfil de consumo, capacidade de compra, conta corrente, etc.); 
  • dados sobre produtos e serviços (empréstimos, crédito, financiamentos, etc.). 

A proposta e foco do Open Banking é o cliente no centro. Sendo assim, o cliente está sempre no comando e sua permissão e autorização são necessárias e obrigatórias para que algum dado seja compartilhado dentre as instituições financeiras. 

 

Vantagens do Open Banking 

Para o cliente 

Como já dissemos, aqui o foco é o cliente. Então, pessoas físicas e jurídicas poderão solicitar facilmente o compartilhamento dos seus dados com outros bancos em busca de melhores serviços

A competitividade será grande e isso deve levar a maior concorrência e serviços dentre as instituições financeiras. O cliente sairá ganhando, com maior quantidade de ofertas.  

Para as instituições 

O formato padronizado para o compartilhamento de dados é uma das maiores vantagens do Open Banking.  

Todas as instituições participantes devem compartilhar seus dados de acordo com um padrão do Open Banking, o que torna o processo de troca muito mais produtivo e ágil.  

 

Como funciona o Open Banking 

O Open Banking funciona na reciprocidade. Sendo assim, todas as instituições aderentes terão o direito de receber dados de seus concorrentes, porém, também precisarão compartilhar suas bases, caso o cliente solicite. 

Quem participa do Open Banking 

Para participar do Open Banking, basta ser: 

  • cliente (pessoa física e/ou jurídica) de instituições financeiras; 
  • instituição financeira dos segmentos S1 (são os grandes bancos, o Santander está aqui 😊) e/ou S2 (como o BNDES) – importante mencionar que essas instituições são obrigadas a participar;  
  • demais instituições financeiras, autorizadas pelo Banco Central, podem participar de forma facultativa e voluntária. 

 
No Open Banking Brasil, apenas instituições financeiras que funcionam sob algum tipo de regulação oficial do Banco Central poderão participar. 
 

Exemplos de como vai funcionar 

Para exemplificar o funcionamento do compartilhamento de dados e serviços do Open Banking Brasil, Cristiano Gomes, Head of Digital Architecture do Santander, traz dois casos simples: 

Compartilhamento de dados 

Suponha que um cliente da instituição financeira A utiliza o Internet Banking para consultar seu saldo e extrato. Suponha ainda que este mesmo cliente também tem uma conta na instituição financeira B e utiliza o aplicativo da instituição B para verificar seus empréstimos, pagamentos efetuados, saldo, extrato, etc. 

Com o Open Banking, o cliente poderá compartilhar seus dados na instituição B enviando-os para a instituição A. Deste modo o cliente poderá verificar seus empréstimos, pagamentos efetuados, consultar o saldo e o extrato de das suas duas contas utilizando apenas o aplicativo da instituição A. Essa visualização consolidada será possível através do Open Banking. 

Compartilhamento de serviços

Imagine que um cliente está em uma loja virtual e deseja comprar um produto. O cliente simplesmente informará à loja que pretende pagar com a sua instituição financeira preferida. A loja virtual, no papel de iniciadora de pagamentos, enviará um pedido de pagamento para instituição indicada pelo cliente, informando os dados de identificação do cliente e os dados de pagamento. O cliente acessa o site ou aplicativo da sua instituição financeira, confere os dados da transação e, se tudo estiver correto, aprova o pagamento. Pronto. 

Você pode conferir o artigo completo do Cristiano Gomes no Medium do Santander Brasil. 
 

Quando vai entrar no ar? 

Segundo o cronograma de implantação do Open Banking já divulgado pelo Banco Central em maio de 2020 (Resolução Conjunta nº 1), a implantação será dividida em quatro fases, terminando em dezembro de 2021. 

De acordo com o avanço das fases, o nível de abertura do ecossistema também avança. Confira os detalhes de cada uma  

Fase 1 

Seu início foi em fevereiro de 2021 e previu o compartilhamento padronizado a dados de instituições, como canais de atendimento e lista de produtos e serviços. 

Fase 2 

Com início previsto para julho de 2021, prevê o compartilhamento dos dados dos clientes, sempre mediante a autorização do cliente, que terá esse próprio controle. 

Sendo assim, a partir da Fase 2, os clientes poderão iniciar o compartilhamento de seus dados entre instituições financeiras de sua escolha. É importante destacarmos que essas autorizações terão um prazo de validade. Ou seja, caso o cliente queira, será necessário renovar suas autorizações quando forem notificados, sendo assim, as instituições terão que pedir a renovação do consentimento aos clientes.  

Fase 3 

Com início previsto para agosto de 2021, abrange o compartilhamento do serviço de iniciação de transação de pagamento, e do serviço de encaminhamento de proposta de operação de crédito entre instituições financeiras e correspondentes. Ou seja, consumidores ganharão mais autonomia no acesso a serviços financeiros, que poderão ser contratados não somente numa agência ou aplicativo de banco. 

Fase 4 

É prevista para dezembro de 2021 e trará a expansão do escopo de dados para abranger novas opções. Com isso, é esperada a criação de produtos e serviços cada vez mais alinhados às necessidades dos clientes. 

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