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Tendências 2021: 4 indicadores para empreendedores ficarem de olho

Foto: Envato Elements

As projeções para 2021 indicam recuperação da economia brasileira. Porém, este deverá ser um processo gradual. Selecionamos quatro indicadores aos quais o pequeno empreendedor deve ficar atento, pois impactam significativamente o dia a dia dos negócios. Confira:

1. Variação do preço do dólar
O dólar encerrou 2020 com uma alta de 29% frente ao real, o que representou o segundo pior desempenho do mundo no período (apenas o peso argentino teve um desempenho pior que o real frente ao dólar). No último pregão do ano, a moeda fechou cotada a R$ 4,20, depois de alcançar R$ 5,90 em maio de 2020. Analistas têm visões diferentes do que pode acontecer com o preço do dólar em 2021: enquanto o último Boletim Focus de 2020 (publicado em 28 de dezembro) aponta que o valor ficará em R$ 5,00, Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander prevê que a moeda norte-americana fechará 2021 valendo R$ 4,60.

2. Inflação 
O último Boletim Focus de 2020 revela que especialistas do mercado projetam que o índice oficial da inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), seja de 3,34% em 2021.

3. Taxa de Juros
A taxa básica de juros foi mantida em 2% ao ano no final de 2020. No entanto, segundo a ata da última reunião do Copom, realizada em dezembro, o Banco Central poderá, em breve, abandonar o Forward Guidance (prescrição futura), ferramenta que sinaliza os próximos passos que a taxa de juros seguirá no curto prazo. Há agentes econômicos que consideram esta possível retirada do Forward Guidance como um sinal de que a taxa de juros poderá subir em breve. Contudo, a própria ata do Copom destacou que a taxa de juros deverá ser mantida em níveis baixos por bastante tempo sob certas condições. Apesar de haver consenso de que a Selic vai subir neste ano, a intensidade desse ajuste e o momento em que ele será iniciado suscitam dúvidas. O último Boletim Focus de 2020 aponta para a taxa básica de juros em torno de 3,13% ao ano no final de 2021. Porém, o superintendente de pesquisa econômica do Santander, Maurício Oreng, estima que a taxa básica chegue apenas até 2,5%, por conta da grande ociosidade da economia brasileira. 

4. Desemprego
Em 2020, a taxa de desemprego bateu o recorde histórico e alcançou 14,2% da população economicamente ativa em novembro segundo o IBGE. Para 2021, as expectativas não são positivas: o fim do auxílio emergencial deve aumentar o número de pessoas procurando emprego. Especialistas da Tendência Consultoria acreditam que a taxa chegue a 16%, podendo alcançar 20% caso a crise fiscal do País se agrave.

Efeitos da pandemia

Vale destacar que, mesmo com o início da vacinação de prevenção à Covid-19, os efeitos da pandemia ainda serão sentidos em todo o mundo. Será necessário um período para a imunização em massa acontecer e conter o avanço da doença. Mundialmente, o número de novos casos continua aumentando e, com isso, a expectativa é de que ainda serão mantidas regras de restrições sociais, o que continuará gerando impactos sobre a economia mundial.

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