Abrir ou formalizar um negócio inevitavelmente leva a uma pergunta prática: é preciso contratar um contador? E, se for, como escolher um profissional ou escritório que realmente ajude na gestão, e não apenas no cumprimento de obrigações?
A contabilidade vai muito além de emitir guias de impostos. Ela envolve enquadramento tributário, organização fiscal, elaboração de demonstrações financeiras e cumprimento de obrigações legais. Escolher o profissional certo impacta diretamente a segurança jurídica e a saúde financeira da empresa.
Neste artigo, você vai entender quando a contabilidade é obrigatória, quanto custa em média, o que é responsabilidade do contador e o que continua sendo obrigação do empresário.
Quando a contabilidade é obrigatória para a empresa?
A obrigatoriedade da contabilidade depende do tipo e do porte do negócio. Empresas em geral — inclusive as micro e pequenas empresas — precisam manter escrituração contábil regular, ainda que o nível de complexidade varie conforme o regime tributário.
Empresas optantes pelo Lucro Real e Lucro Presumido são obrigadas a manter contabilidade completa, com elaboração de demonstrações contábeis e envio de obrigações digitais ao Fisco.
Já empresas do Simples Nacional também precisam de acompanhamento contábil, ainda que algumas obrigações sejam simplificadas. Na prática, mesmo quando a lei não exige a entrega de todos os livros contábeis, a contabilidade é recomendada para garantir organização financeira e respaldo legal.
Em resumo: na maioria dos casos empresariais, a contabilidade não é opcional — ela é parte estrutural do funcionamento do negócio.
O que um contador faz na prática?
O contador é o profissional habilitado a organizar, registrar e validar as informações contábeis da empresa. Sua atuação envolve:
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classificação e registro de lançamentos contábeis;
-
apuração de tributos conforme o regime tributário;
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envio de obrigações acessórias;
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elaboração de balanços e demonstrações;
-
orientação sobre enquadramento fiscal.
Mas o papel do contador não se limita à execução técnica. Um bom profissional também orienta o empresário sobre riscos, prazos, mudanças na legislação e impactos de determinadas decisões financeiras.
Como escolher um contador ou escritório de contabilidade?
Escolher um contador não deve ser apenas uma decisão baseada em preço. Alguns critérios ajudam a avaliar melhor o profissional ou o escritório:
1. Regularidade profissional
Verifique se o contador está registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Essa é a habilitação legal para exercer a profissão.
2. Experiência no seu segmento
Nem todo contador tem familiaridade com todos os tipos de atividade. Negócios da área da saúde, comércio, serviços ou indústria possuem particularidades tributárias diferentes.
3. Clareza na comunicação
Um bom contador consegue explicar questões técnicas de forma compreensível. Se a comunicação é confusa desde o início, isso tende a se repetir na rotina.
4. Estrutura e suporte
Escritórios maiores costumam oferecer atendimento digital, sistemas integrados e acompanhamento mais ágil. Já contadores individuais podem oferecer atendimento mais personalizado. Avalie o que faz mais sentido para o seu perfil.
Quanto custa, em média, contratar um contador?
O custo da contabilidade varia conforme o porte da empresa, o regime tributário e o volume de movimentações mensais. Negócios enquadrados no Simples Nacional, com operação mais enxuta, costumam ter mensalidades mais acessíveis, enquanto empresas no Lucro Presumido ou Lucro Real enfrentam valores mais elevados devido à complexidade das obrigações.
De forma geral, pequenas empresas podem pagar entre R$ 300 e R$ 1.000 por mês, mas esse valor pode aumentar quando há folha de pagamento, grande emissão de notas fiscais ou operações mais complexas. Empresas com estrutura maior tendem a demandar acompanhamento mais detalhado, o que naturalmente impacta o preço.
Além da mensalidade, é importante considerar possíveis custos adicionais com abertura ou alteração contratual, regularizações específicas e elaboração de relatórios extraordinários.
O que o contador assina e o que o empresário continua responsável por assinar?
Uma dúvida comum é sobre a divisão de responsabilidades.
O contador assina tecnicamente:
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livros contábeis;
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demonstrações financeiras;
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declarações contábeis enviadas ao Fisco;
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documentos que exigem habilitação profissional.
Ao assinar, ele assume responsabilidade técnica sobre a veracidade dos registros contábeis realizados com base nas informações fornecidas.
Já o empresário continua responsável por:
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fornecer informações corretas e completas;
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validar decisões financeiras;
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assinar contratos empresariais;
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assumir responsabilidade legal pela empresa.
É importante entender que o contador não responde por informações omitidas ou incorretas fornecidas pelo empresário. A responsabilidade é compartilhada, mas não transferida.
Contabilidade é apenas obrigação ou também ferramenta de gestão?
Embora muitas empresas enxerguem a contabilidade apenas como uma exigência fiscal, ela pode desempenhar papel muito mais amplo. Quando bem estruturada, a contabilidade oferece informações que ajudam o empresário a compreender o desempenho real do negócio.
Balanços, demonstrativos e relatórios não servem apenas para cumprir prazos legais. Eles permitem analisar lucro efetivo, evolução patrimonial, endividamento e capacidade de investimento. Esses dados sustentam decisões estratégicas e reduzem o risco de escolhas baseadas apenas na percepção momentânea do caixa.
A diferença está na postura. Empresas que mantêm diálogo ativo com o contador e utilizam as informações contábeis como base de análise conseguem transformar uma obrigação em ferramenta de gestão. Quando a contabilidade é tratada apenas como burocracia, perde-se uma fonte importante de clareza.
Quando trocar de contador pode ser necessário?
Nem sempre o primeiro profissional escolhido acompanhará todas as fases do negócio. À medida que a empresa cresce ou muda de estrutura, novas demandas podem surgir, exigindo maior especialização ou capacidade de atendimento.
A troca pode se tornar necessária quando há falhas recorrentes na comunicação, atrasos frequentes no cumprimento de prazos ou falta de transparência nas informações. Também pode ocorrer quando o crescimento da empresa exige um nível de suporte mais robusto do que o atual contador consegue oferecer.
Trocar de contador não deve ser uma decisão impulsiva, mas também não deve ser evitado por receio. A contabilidade é parte essencial da segurança da empresa. Manter um serviço desalinhado com as necessidades do negócio pode gerar riscos maiores do que a própria mudança.
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