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Como a Internet das Coisas é aplicada no agronegócio

Meios de transporte, geladeiras, maçanetas e óculos conectados à rede. A tecnologia da Internet das Coisas, ou IoT, faz cada vez mais parte da rotina do mundo atual. De acordo com um cálculo da BI Intelligence, a IoT deverá gerar investimentos de U$ 6 trilhões entre 2015 e 2020, o que representa 1,25% do PIB global neste período.
 
No agronegócio, o cenário para a Internet das Coisas é bastante promissor. Para o diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, ter acesso a dados em tempo real é um grande salto para o setor. 'Seja nas máquinas e equipamentos, no monitoramento ou na agricultura de precisão, a tecnologia está cada dia mais presente para minimizar perdas, ajustar processos e maximizar resultados', explica.

Segundo Cornacchioni, hoje, em média, 60% da agricultura brasileira utiliza a IoT. No entanto, segundo ele, esse índice poderia ser mais alto. 'Existem áreas que não permitem a aplicação, principalmente para pequenos agricultores. Melhorar a infraestrutura é fundamental para que a IoT possa estar mais disponível para todos.'

De acordo com o diretor da Abag, o custo da tecnologia não é significativamente mais elevado, mas é necessário adequá-la à realidade da produção: 'a diferença financeira entre a máquina com essa tecnologia e a sem é revertida rapidamente pelo ganho de eficiência, no entanto, a mão de obra para aplicá-la limita um pouco o pequeno produtor.'

IoT na prática
O agronegócio é um setor que pode ser muito influenciado por variáveis climáticas e biológicas. Com a Internet das Coisas, a descoberta antecipada de um ataque de praga, por exemplo, pode corrigir processos e evitar perdas. 'Os dados coletados pelos sensores permitem mais agilidade na tomada de decisão', destaca Cornacchioni.

Desde 2015, a Stara desenvolve plataformas de telemetria para as máquinas, permitindo que a informação útil chegue mais rapidamente ao produtor. O diretor de planejamento e desenvolvimento da empresa, Cristiano Buss, explica que antes os dados ficavam 'ilhados' nas máquinas. 'A ideia de entregar as informações via cloud compunting, ou computação em nuvem, permite que o cliente acesse de qualquer dispositivo conectado à internet e em qualquer local.'

Para Buss, a velocidade da informação facilita a resolução do problema antes que ele ganhe proporções ou danos irreversíveis. 'A máquina avisa, com 15 segundos de atraso, o gerente da fazenda erros ou incorreções de má operação, proporcionando um novo nível de gestão e de precisão nas lavouras.'

Integração
Buss não enxerga limites para o futuro da Internet das Coisas no agronegócio. Ele conta que a Stara tem um case de conexão dos dados com os sistemas de gestão das fazendas, produzido em parceria com SAP, uma das líderes mundiais em soluções de gestão e análise de negócios. Com poucos segundos de atraso, o comprador da fazenda já tem a informação atualizada automaticamente dos insumos utilizados e as futuras compras que deverão serem realizadas.'

Outro exemplo, destaca ele, é a possibilidade de o agrônomo da fazenda conseguir enxergar os impactos financeiros das decisões tomadas nas intervenções realizadas durante o ciclo produtivo da cultura implantada. 'Na nossa visão, o futuro será a integração de vários mundos; um deles é a gestão do negócio com as máquinas', conclui.


 


 

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