Após três anos, Brasil volta a gerar mais empregos que demissões

Ao todo, foram mais de 500 mil vagas positivas. Conheça os setores que mais contrataram.

17-04-2019

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Depois de três anos em que as demissões superaram as contratações, o país finalmente reverteu a tendência e fechou 2018 com saldo positivo na criação de emprego. De 2015 a 2017, o Brasil perdeu cerca de 2,8 milhões de vagas e viu sua economia ser bastante afetada pela crise.

A boa notícia é que o pior parece ter ficado para trás, e o país já apresenta crescimento em diversas áreas. A geração de emprego superou as demissões em praticamente todos os meses de 2018.

Confira alguns números!

A geração de empregos em 2018

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), em 2018 foram criados 529.554 postos de trabalho. As contratações somaram 15.384.283 novos postos, enquanto as demissões totalizaram 14.854.729 vagas fechadas, gerando, portanto, o saldo positivo.

A região Sudeste aparece em primeiro lugar com 251.706 novos postos de trabalho, seguida das regiões Sul (102.223 empregos), Nordeste (80.639), Centro-Oeste (66.825) e Norte (28.161).

O saldo ficou negativo apenas nos meses de junho e dezembro. Em todos os outros, houve mais admissões do que demissões. Os meses de abril e setembro foram os campeões da geração de emprego, com mais de 100.000 novas vagas sendo abertas em cada um deles.

Os setores responsáveis pelo crescimento

No somatório do ano de 2018, houve crescimento em 7 dos 8 setores econômicos. O setor de serviços lidera a estatística, com 398.603 postos de trabalho. Em seguida, ficou o comércio, que gerou 102.007 empregos.

Além deles, também houve crescimento na construção civil (17.957 postos), serviços industriais de utilidade pública (7.849), agricultura (3.246), indústria (2.610) e extrativo mineral (1.473). O único setor que fechou vagas foi a administração pública, eliminando 4.190 postos de trabalho.

Consequências do saldo positivo de empregos em 2018

O dado positivo sobre a criação de emprego veio como um alento para o país depois de passar por uma das maiores crises da sua história. A situação ainda está longe de ser confortável, mas o trabalhador e o empresário já têm perspectiva para um futuro melhor.

A mudança de pensamento já foi sentida no Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) registrado no 1º Trimestre de 2019. O índice mede a confiança de empresários pequenos e médios em relação ao futuro da economia.

Ele é obtido por meio de entrevistas com empresários e varia numa escala de 0 a 100. No 1º Trimestre de 2019, o IC-PMN atingiu a sua melhor marca histórica e registrou um valor 8,2% maior do que o registrado no último trimestre de 2018. A confiança do empresário chegou a 72,12 pontos, mostrando que o setor está otimista para este ano.

Como vimos, o Brasil teve mais demissões que contratações em 2015, 2016 e 2017. Em 2018, essa tendência se reverteu e mais de meio milhão de empregos foram criados. Esse resultado é um indicador positivo importante, que traz confiança ao trabalhador, ao empregador e ao investidor.

Para ficar por dentro dos números e entender o que o mercado espera do futuro, comece agora mesmo a acompanhar o Índice de Confiança do Empresário!

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