Vendas Natal 2020: pesquisa mostra que consumidor vai presentear menos este ano

Cenário de insegurança econômica trazido pela pandemia reduz intenção de compras do consumidor. E-commerce deve responder por 47% das vendas.

Publicado em 18/11/2020

Foto: Envato Elements

Assim como aconteceu durante todo o ano, o Natal de 2020 também deve ser atípico. A expectativa é de baixa nas vendas pelo cenário de desemprego e insegurança econômica trazido pela pandemia de Covid-19. Pesquisa, feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise Pesquisas, mostra que apenas 54,3% dos entrevistados pretendem presentear outras pessoas no Natal. Trata-se de uma queda significativa em relação aos 77% registrados em 2019. O volume de vendas deve ficar na casa dos R$ 38 bilhões, bem abaixo dos R$ 60 bilhões do ano passado. 

Entre aqueles que não pretendem presentear este ano, a principal justificativa é o fato de estarem desempregados (24%) e não terem dinheiro (22%). De acordo com a pesquisa, 23% dos consumidores ainda não decidiram se vão adquirir presentes e 22% declararam não terem a intenção de presentear terceiros.

Os mais lembrados na hora de presentear serão os filhos/filhas (58,9%), o cônjuge (45,4%) e as mães (45,0%), sendo que o presente mais caro será destinado aos filhos/filhas (26,7%). Segundo o levantamento, 25,2% dos pesquisados pretendem comprar até dois presentes, e 32,9% entre três e quatro presentes. Em média, os entrevistados devem comprar 3,6 itens, número menor do que o apurado pelo levantamento do último ano (4,1). Os produtos mais buscados por quem vai presentear outras pessoas são roupas (56,8%), brinquedos em geral (37,7%), perfumes e outros cosméticos (31,5%), e calçados (30,8%). 

Pesquisa de preço e compra pela internet

Diante de uma situação de incertezas e dificuldades financeiras, a pesquisa de preços se torna grande aliada do consumidor: 84,0% pretendem pesquisar preços antes de comprar seus presentes. O predomínio é das ferramentas virtuais na hora de pesquisar preços (80,2%), seja por meio de sites e aplicativos (73,8%) ou das redes sociais (28,9%). Neste sentido, os sites e aplicativos mais utilizados serão os buscadores (64,7%), os de comparação de preços (56,6%) e os de redes varejistas (52,3%). Por outro lado, um percentual significativo dos entrevistados (68,9%) também menciona os meios físicos de pesquisa de preços, sobretudo as lojas de shopping (42,9%), lojas de rua (37,9%) e os supermercados (19,8%).
As compras online, que ganharam bastante espaço durante a pandemia, despontam como o local preferido para realizar as compras de Natal (47%), em seguida, aparecem as lojas de departamento (40%), o shopping center (34%) e as lojas de rua (26%). 
Os fatores que mais influenciam a compra são o preço (53,5%), as ofertas e promoções (39,3%), o valor do frete (24,3%), a diversidade de produtos (22,1%) e o atendimento (22,0%). Já na hora de escolher o presente, são considerados principalmente a qualidade do presente (24,4%), o perfil do presenteado (18,2%) e as promoções e descontos (17,9%). 

Pagamento à vista

O ticket médio – ou seja, o valor a ser investido pelo consumidor em cada presente – será de R$ 108,78 (aumentando para R$ 123,56 entre os homens e R$ 127,21 entre as classes A/B, e caindo para R$ 96,44 entre os mais jovens).  Quando se trata da forma de pagamento, oito em cada dez consumidores que dizem que farão compras neste Natal pretendem pagar à vista (85%), sobretudo em dinheiro (57%) e no cartão de débito (36%). Por outro lado, 44% querem usar o crédito para pagar as compras, principalmente o cartão de crédito parcelado (37%), o cartão de crédito em parcela única (25%) e o cartão da própria loja parcelado (10%).

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