Programa Avançar discute impacto social nos negócios em evento no Rio de Janeiro

Debate, realizado no Museu do Amanhã, reuniu empreendedores que estão liderando negócios que fazem bem ao país

Rodrigo Vieira da Cunha, fundador do Humanos de Negócios, Daniela Leite, criadora do aplicativo Comida Invisível, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e Renato Dias, fundador do TAQE, durante o evento no Rio de Janeiro
Foto: Divulgação

Buscar soluções que gerem mudanças na sociedade é a missão dos negócios de impacto social. Para além da viabilidade econômica, esse tipo de empresa tem como objetivo desenvolver projetos que tragam benefícios para a sociedade, em temas que vão desde o acesso à educação até saúde e bem-estar. Para refletir sobre as mudanças que podem ser promovidas através dos negócios, o Programa Avançar realizou, no último dia 8, o evento “Impacto Social – Negócios que fazem bem ao Brasil” no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O evento teve a moderação de Rodrigo Vieira da Cunha, fundador do Humanos de Negócios, e a participação de Daniela Leite, criadora do aplicativo Comida Invisível, Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora, e Renato Dias, fundador do TAQE.

Vieira iniciou a conversa com uma reflexão: “Por que uma empresa existe? Para atender às necessidades dos consumidores e da sociedade, e não para gerar cada vez mais lucro numa roda incessante. Isso, de certa maneira, prende a possibilidade de desenvolvimento”. E os palestrantes, com suas iniciativas, trouxeram exemplos de uma visão mais consciente sobre o papel de uma empresa. O aplicativo Comida Invisível, criado por Daniela, promove a doação e distribuição de alimentos com o objetivo de combater o desperdício. A Rede Mulher Empreendedora, criada por Ana, é a primeira e maior rede de apoio ao empreendedorismo feminino do Brasil. O TAQE, fundado por Dias, é um aplicativo em forma de jogo que capacita e recomenda jovens para o mercado de trabalho.

Uma questão bastante debatida no segmento de impacto social é a busca pelo propósito. Para Daniela, esse encontro aconteceu por acaso. “Eu não tinha nem ideia de trabalhar no combate ao desperdício de alimentos e não imaginava que isso ia virar uma empresa social”, diz.

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Apenas o propósito, no entanto, não é capaz de manter os negócios funcionando, na visão dos empreendedores. “É bacana ter propósito, nós precisamos disso, mas a conta tem que fechar. Se isso não acontecer, as pessoas desistem, a não ser que tenha uma estrutura que banque o negócio”, destaca Ana. O ideal, para Dias, é “conseguir desenhar um modelo onde um lado alimenta o outro”. Dessa forma, “você cria um modelo vitorioso que vai abrir uma série de portas”, afirma ele.

Tecnologia e parceria

Um elemento importante para os negócios de impacto social, destacado durante o debate, é a tecnologia. “Quando bem utilizada, ela pode gerar um impacto enorme, uma vez que facilita muito e tira barreiras”, afirma Daniela.

As ferramentas estão muito mais acessíveis atualmente para as pequenas empresas, que podem contar com softwares de gestão financeira ou de relacionamento com o consumidor, como afirma Ana. “Essas ferramentas me ajudam a ter uma gestão melhor no meu negócio”, diz.

Os empreendedores também trataram sobre a importância da parceria de um banco para o desenvolvimento dos negócios. “O banco deve ter um papel de aliado. O ambiente está mais aquecido, com mais pessoas empreendendo, e o ecossistema está melhor do que há 10 anos”, afirma Ana. Dias, por sua vez, chamou a atenção para a adaptação das ofertas a novas realidades, sobretudo das startups.


Assista o evento na íntegra aqui e inclua na sua agenda as palestras oferecidas pelo Santander. São eventos gratuitos em várias cidades do país, organizados por especialistas. Participe!