O que grandes empreendedoras pensam sobre liderança feminina

Veja o que empreendedoras como a fundadora da Sodiê Doces pensam sobre o empoderamento da mulher no mundo dos negócios.

Publicado em 21/06/2016

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'O que me fez chegar aqui foi, primeiro, acreditar. As mulheres precisam acreditar mais em suas capacidades'. Foi assim que a fundadora da Sodiê Doces, Cleusa Maria da Silva, buscou incentivar a liderança feminina e o empoderamento da mulher nos negócios, durante um painel na ABF Franchising Expo.
 
Antes de criar a maior rede de franquias de bolos do País, Cleusa foi empregada doméstica e boia fria. 'Eu comecei em 1997 por uma necessidade. Não sonhei chegar aonde cheguei, mas quis muito estar aqui', disse. Para ela, tanto as mulheres como os homens são capazes de conseguir tudo o que desejam: 'com determinação e objetivos, sempre podemos chegar a até mais longe daquilo que almejamos'. O caminho de Cleusa não foi fácil e, por muitas vezes, ela teve que ouvir pessoas a desestimulando. 'A maioria diz que é loucura e que você não vai conseguir. As pessoas precisam entender que não é fácil vencer, principalmente quando você começa do nada. Eu só tinha amor e força da minha família para me ajudar', contou.

A empreendedora disse que trabalhou todos os domingos durante 5 anos, mas nunca teve dúvidas de que alcançaria seu sonho de ter uma vida melhor. 'Eu vi muita gente que poderia vencer desistir. Por que as pessoas abandonam tão facilmente seus objetivos?', questiona. Segundo ela, hoje mais de 80% das lojas da Sodiê Doces são comandadas por mulheres. 'Acho que temos um caminho muito amplo a seguir e precisamos acreditar mais. O sucesso é consequência do trabalho'. Cleusa falou ainda que aprende muita coisa todos os dias: 'sempre busquei a informação'.

A importância do aprendizado também foi destacada pela empreendedora no franchising e CEO da Donella & Partners, Geovana Donella: 'sempre acreditei que para a gente subir, precisamos nos instruir e aprender todos os dias'. Depois de trabalhar em cargos de alto escalão em companhias como a Alcoa Alumínio, Geovana decidiu empreender pela primeira vez. 'Minha família inteira me chamou de louca, mas eu disse que ia tentar'. Hoje, ela é conselheira de grandes empresas e busca estimular a diversidade de gênero dentro dos conselhos de administração. 'Acredito que o conjunto das características de homens e mulheres compõem o melhor resultado para as companhias'.

O painel também contou com a presença da criadora da fábrica de lâmpadas FLC, Alcione Albanesi, que contou sua trajetória de sucesso desde o início. 'Aos 7 anos, eu já fazia rifa dos presentes que eu ganhava nas minhas festas de aniversário'. Antes de fundar a FLC, Alcione teve uma confecção de roupas em São Paulo. Durante uma viagem aos Estados Unidos, ela reparou na diferença notória de preço para a compra de lâmpadas no Brasil. E então ela decidiu ir para a China em busca de produtos mais baratos. 'Eu fui sozinha, em 1992, contrariando a todos. O mais difícil é aguentar as pessoas falando que não vai dar certo'. Um ano depois da criação da empresa, líder nacional do segmento, ela fundou a ONG Amigos do Bem, que tem o objetivo de erradicar a miséria no Nordeste. 'Acredito que temos que deixar um legado plantado e nós temos feito muita transformação no País', contou.


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